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A Poia do Apoio

Iniciei este blog há cerca de um ano e meio, com o intuito de começar a escrever regularmente, ainda que não viesse a ter muitos leitores. Na verdade publiquei 4 textos e depois... nada mais. No entanto, como todos sabemos, vivemos tempos excepcionais e como tal, talvez seja esta uma boa altura para tentar voltar, seja pela preocupação com a nossa vida, em particular e com a todo o mundo em geral, seja por uma pequena folga de tempo que isolamento em casa possa conceder. Se será este o único artigo que escreverei durante esta "crise", se haverá mais ainda no decorrer da referida situação, se houverem depois deixarão de haver, ou se houver melhor gestão temporal poderá este blog continuar no futuro? Verdadeiramente, não sei, nem me atrevo a prever. Constato também que a maioria das pessoas, embora nada saibam dos assuntos relevantes para o combate à Covid 19, ou para lidar com as suas consequências, têm muitas certezas absolutas e teorias sobre as decisões que as a...
Recent posts

Porque eu não voto em Bolsonaro

Porque é que eu não voto em Bolsonaro? Simples... porque não posso. Se fosse cidadão eleitor brasileiro votaria certamente nele. Comecemos, então, por aí. Neste tempo em que se prevê que o PT seja definitivamente afastado do poder, pondo a nú a gigantesca fraude que foi a sua permanência no comando dos destinos da nação brasileira, em nome da defesa dos trabalhadores e mais desfavorecidos, quando na realidade o que fizeram foi favorecerem-se, a si próprios e aos amigos, começa a apoderar-se o pânico entre dirigentes "petistas", seus apoiantes, sua clientela e os amigos internacionais. Abordemos estes últimos, nomeadamente em Portugal. Ainda a vitória de Jair Bolsonaro não era praticamente certa, como agora se verifica, e só a simples hipótese de esta poder acontecer deixou parte da elite intelectual portuguesa com a convicção que era sua obrigação contribuir para evitar que, Deus nos proíba, ganhasse a eleição presidencial no Brasil o candidato que parece reunir a p...

É Capaz de Ser Inocente

Esclareçamos desde já uma coisa: este post não é sobre Cristiano Ronaldo. É, sim, sobre a forma como determinados sectores da nossa sociedade abordam o mesmo tema, dependendo do protagonista, ou protagonistas. Há cerca de um ano, por volta de Outubro de 2017, o movimento #MeToo assumiu contornos virais, sendo despoletado pelas mulheres, profissionais da indústria audiovisual dos EUA, actrizes e outras, que vieram a público denunciar os comportamentos de assédio e abuso sexual de que foram alvo por parte do poderosíssimo produtor Harvey Weinstein. A tradução literal de " Me Too " é "Eu Também" e foi esta expressão que deu nome ao movimento, pois essas primeiras denunciantes terão dado coragem a outras assediadas e abusadas para virem publicamente assumir que, elas também, tinham sido vítimas desse comportamento de Weinstein. A partir daí, outras mulheres e outros homens (veja-se o caso de Kevin Spacey) decidiram dar a conhecer ao mundo as suas experiências e...

Trabalhar dá muito trabalho...

O que motivou o tema deste texto aconteceu há já uma semana e sim, o mesmo seria mais pertinente se fosse publicado na primeira quinzena de Agosto, mas precisamente porque estive a trabalhar nesse período e a escrita deste blog é apenas uma actividade secundária (ainda que levada com a seriedade que o estimado leitor merece), só agora tive vagar para aqui deixar estes pensamentos. Não se veja aqui qualquer tentativa de vingança, fruto da inveja de quem não fez férias nas primeiras duas semanas do oitavo mês do ano, dedicada a quem o conseguiu fazer. Não tenho qualquer questão de princípio, contra ou a favor, quanto à escolha desta época para fazer férias. Compreendo, que sendo normalmente o pico do calor de todo o ano, seja eventualmente o mais adequado para fazer praia, bem como, seja a altura que quem quer ir para determinado local, quando "toda a gente" vai, aí queira estar. Como compreendo quem não quer fazer férias quando tudo está apinhado de pessoas e a confusão ...

Conservador Liberal

Durante muitos anos andei algo perdido, não sabendo bem onde me situar dentro das existentes definições ideológicas. Sou militante do PSD, mas não sou propriamente social democrata (alguém no PSD o é verdadeiramente?).  Pelos mesmos motivos, não sou, definitivamente, socialista, muito menos comunista. Quem sabe, fosse um Democrata Cristão. Embora seja católico praticante (expressão que devia ser redundante, mas infelizmente útil para identificação nos dias que correm) e esteja em consonância com a Doutrina Social da Igreja, bem como eventualmente partilhe até a quase totalidade dos princípios da Democracia Cristã, parece-me esta ideologia curta para todo o espectro de intervenção política que julgo que uma ideologia deve ter. Há muito tempo também que se fala da falta, em Portugal, de um espaço político onde se possam inserir e intervir os liberais (novos partidos alert ?)... seria eu um Liberal?  Também não. E também não porque sempre vi Liberalismo como contrário ...