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Porque eu não voto em Bolsonaro



Porque é que eu não voto em Bolsonaro? Simples... porque não posso. Se fosse cidadão eleitor brasileiro votaria certamente nele.

Comecemos, então, por aí. Neste tempo em que se prevê que o PT seja definitivamente afastado do poder, pondo a nú a gigantesca fraude que foi a sua permanência no comando dos destinos da nação brasileira, em nome da defesa dos trabalhadores e mais desfavorecidos, quando na realidade o que fizeram foi favorecerem-se, a si próprios e aos amigos, começa a apoderar-se o pânico entre dirigentes "petistas", seus apoiantes, sua clientela e os amigos internacionais. Abordemos estes últimos, nomeadamente em Portugal.

Ainda a vitória de Jair Bolsonaro não era praticamente certa, como agora se verifica, e só a simples hipótese de esta poder acontecer deixou parte da elite intelectual portuguesa com a convicção que era sua obrigação contribuir para evitar que, Deus nos proíba, ganhasse a eleição presidencial no Brasil o candidato que parece reunir a preferência da maioria dos eleitores.

Jornalistas, artistas e académicos, entre outros membros dos feudos da esquerda nacional, numa atitude paternalista e até neocolonialista (será que é permitido uma pessoa de direita utilizar este termos?), entendem ter algum tipo de superioridade que lhes permite dizer aos cidadãos de um outro país que o que eles acreditam ser o melhor (ou menos mau) para o seu futuro é inaceitável.

Ora isto sim, seria inaceitável, se não fosse ridículo. Como se a praticamente totalidade dos brasileiros não se estivesse perfeitamente a marimbar para o que pensa Boaventura Sousa Santos,  Sérgio Godinho, Francisco Louçã, Freitas do Amaral, ou até mesmo Eduardo Lourenço, ou Francisco Pinto Balsemão... Até parece que já estou a ver um eleitor em Curitiba, que iria votar no Bolsonaro, a dizer "eh lá... o quê? O Manuel Alegre apela a não votarmos neste candidato? Eh pá, espera aí, vou mas é votar no Haddad, então"! Aliás, a esmagadora (se não praticamente a totalidade) dos brasileiros nem sabem quem eles são, excepção feita talvez a Ricardo Araújo Pereira.

Voltemos ao penúltimo parágrafo. Eu não acho Bolsonaro o paradigma do Estadista, um candidato perfeito, ou um governante exemplar em potência, mas é certamente o menos mau destes dois que agora disputam a segunda volta, ou segundo turno, como se diz no Brasil. E muito menos mau do que o pintam.

Comecemos pelo principal defeito.

O mais perigoso em Bolsonaro, para mim, é a intenção de mexer na lei do desarmamento e aumentar a permissão de compra de armas pelos cidadãos. Convém, primeiro, alertar para que ele não promete, ou defende, a liberalização da posse, nem sequer da compra de armas, pelo menos para todos. Seriam criados critérios dentro dos quais se enquadrassem os cidadãos que poderiam comprar armas e mesmo assim, seria permitido apenas a compra e não andarem todos armados por aí. Poderiam ter a arma em casa, apenas para se defenderem em caso de ataque. Ora isto é diferente do que dizem os seus oponentes, de que ele quer permitir que toda a gente possa andar armada, onde e quando quiser. Mas continua a ser um mau princípio, para mim, pois entendo que se mais pessoas tiverem armas, mais possibilidades há de elas serem disparadas em ocasiões  em que, se elas não existissem, a coisa seria resolvida com uns murros, uns pontapés, ou umas cadeiras a voarem pelos ares.

De qualquer forma, como sabemos, actualmente o Brasil, sem essa suposta "liberalização" das armas, exibe um número de mais de 60.000 assassinatos por ano, enquanto nos Estados Unidos da América, por exemplo, e mesmo sendo um país onde em vários estados é possível quase qualquer cidadão maior comprar uma arma, o número anda à volta dos 15.000... sendo que neste país a população é de cerca de 325 milhões de habitantes e no Brasil de aproximadamente 200 milhões, o que deixa um ratio muito superior.

Fora isto, quais são os defeitos apontados a Bolsonaro? Vejamos.

Bolsonaro é um perigo para a democracia, dizem... Ora segundo verifico, o homem tem 27 anos de vida política activa, sendo sempre eleito de forma democrática e exercendo os seus cargos em respeito pelas normas democráticas da República Federativa do Brasil. Já do outro lado, temos Haddad, militante do PT e herdeiro político de Lula e Dilma, partido e dirigentes, tal como o próprio, apoiantes oficialmente (!) de Hugo Chávez e Maduro e como tal do actual regime venezuelano, bem como do regime cubano; e sua candidata a vice-presidente, Manuela d'Ávila, militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), militância essa que deveria chegar para interpretar o que esta senhora acha da democracia, mas também facilmente encontramos declarações de apoio deste seu partido ao regime da Coreia do Norte.

Bolsonaro é racista, dizem... Os únicos dois argumentos que vejo serem utilizados para sustentar esta acusação é ele querer acabar com regime de excepção para os quilombos e com as quotas raciais para negros e pardos nas vagas das universidades brasileiras. Começando pelo primeiro, para quem não sabe, os quilombos foram as comunidades formadas por escravos fugidos durante os séculos XVIII e XIX que, por serem clandestinas se autoregulavam e se protegiam de um estado que era, reconheçamos, injusto e cruel para com eles, por permitir a sua escravidão. No entanto, apesar da escravidão ter sido abolida no Brasil em 13 de Maio de 1888, alguns destes quilombos continuaram e continuam a existir, tendo-lhes sido reconhecidos alguns regimes de excepção em diversas áreas. Ora Bolsonaro apenas defende que não haja qualquer excepção e que os quilombolas (habitantes de um quilombo) seja cidadãos como todos os outros, com os mesmos direitos, mas também com os mesmos deveres. Isto é racismo?

Quanto às quotas raciais nas universidades, para quem também desconhece, uma lei federal do Brasil, actualmente em vigor, define que 20% das vagas universitárias são guardadas para negros (aliás, acontecendo o mesmo em concursos para a administração pública), sendo que após alguma polémica, naturalmente surgida numa sociedade bastante miscigenada, se definiu que dentro desse "negros" referidos pela lei, estão abrangidos "pretos" e "pardos". Bolsonaro quer acabar com estas quotas, para que quem tem melhores resultados nos estudos, ocupe as vagas na universidade, independentemente da sua raça. Isto é racismo?

Este sistema de quotas raciais acontece também em algumas universidades nos EUA, pelos mesmos motivos, para supostamente não deixar que apesar da abolição da escravatura, uma classe dominante o continue a ser por falta de oportunidades para a classe, aliás raça, durante séculos dominada. Mas até nos EUA isto começa a ser posto em causa, como podemos ler em artigo da revista Time desta semana, pois estas quotas são dirigidas apenas a negros e "latinos", e isto está a ser discriminatório para os "asiáticos". Os asiático-americanos representam cerca de 6% da população estadunidense mas representam, por exemplo, já quase 25% dos admitidos em Harvard, onde não existe este sistema de quotas. Outros números de outras universidades nas mesmas condições indicam que em em cada 4 estudantes dos EUA admitidos nas melhores universidades um deles poderá, por mérito, pertencer a este grupo que representa apenas 6% da população, relembre-se. Ora isto também significa que, não tendo eles qualquer estatuto especial, estão a ser prejudicados, pois alguns ficam de fora de universidades a que se candidatam porque há vagas reservadas para negros e latinos. E estamos a falar, não de caucasianos, mas de uma outra minoria racial. Deviam então guardar-se quotas também para asiáticos? Então e para árabes? E por aí fora, até não ter fim... Então e se falamos de proteger, ou premiar, os desprotegidos... e os brancos pobres, descendentes de famílias há séculos humildes? No caso brasileiro põe-se ainda a questão da definição racial. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) define 5 "grupos de côr, ou raça": "brancos", "pretos", "amarelos", "indígenas" e "pardos". Depois, dentro dos "pardos", há sub-categorias, sendo elas o "mulato" (descendente de "brancos" e "pretos"), o "caboclo" (descendente de "brancos" e "índios"), o "cafuzo" (descendente de "pretos" e "índios") e ainda o "mestiço" (em linguagem de Pictionary, uma espécie de "todos jogam"). Bolsonaro apenas quer que nas universidades (e na administração pública, e nas outras áreas da vida brasileira) haja meritocracia, que as pessoas sejam admitidas onde quer que seja, pelas suas qualidades e não pela sua cor ou raça. Aliás, para um homem que é apelidado até de Nazi (ou Nazista como dizem os nossos irmãos brasileiros), pôr em causa toda desta sistematização racial, parece bastante indicativo.

Bolsonaro é homofóbico, dizem... e aqui parecem ter razão. No entanto acredito que a grande maioria dos heterossexuais são homofóbicos, ainda que em diversos graus. Quantos de nós, sinceramente, nunca disseram já uma piada sobre homossexuais, ou não se riram já de outra? Quantos de nós não temos preconceitos, em diversos graus, relativamente aos homossexuais? Tememos ou temos tendência para ridicularizar o que é diferente de nós e isto é uma característica da condição humana. É bonito? Não, não é. É indiferente, principalmente num governante? Não, não é. Mas o que não pode mesmo ser é discriminatório e as declarações de Bolsonaro vão no sentido de afirmar que todas as pessoas e cidadãos devem ser tratados de igual forma, independentemente da sua raça (mais uma vez), ou preferência sexual. Nem prejudicados, nem beneficiados.

Normalmente, a homofobia é ligada mais a pessoas de direita, o que não deixa de ser curioso, pois seria aconselhável que fossem relembrados, por exemplo, os pensamentos de Marx e Engels. Marx, o "Pai do Socialismo", chegou a defender que a liberdade sexual seria um retrocesso para um estado "animalesco" e de "prostituição universal". Engels considerou alguns defensores dos direitos homossexuais (pois é, alguns "progressistas" ficarão chocados em saber que uma das suas causas já tem mais de 100 anos e não são assim tão modernos) como "pederastas" e "antinaturais", cuja causa porque lutavam eram "obscenidades  transformadas em teoria". O escritor comunista russo da primeira metade do século XX, Máximo Gorki escreveu "exterminem os homossexuais e o fascismo desaparecerá". Lenin descrevia a homossexualidade como "vida sexual anormal" e a defesa dos direitos dos homossexuais como teorias "completamente burguesas", não havendo lugar para elas "no partido, na consciência de classe e na luta proletária". Na União Soviética, Stalin começou não apenas a abominar os homossexuais, como a persegui-los, sendo os mesmos presos e condenados a trabalhos forçados nos gulag. Estima-se que entre 1930 e 1980, na URSS, 50 mil homens tenham sido condenados neste âmbito, por homossexualidade. No próprio Partido Comunista Português (PCP) a homossexualidade nunca foi muito bem vista e há inúmeras histórias de perseguições a militantes homossexuais e até espancamentos durante a Festa do Avante. Ainda em Abril de 2017, todas as bancadas do Parlamento português votaram favoravelmente um voto de condenação à existência de um um campo de concentração para homossexuais na Chechénia, com a excepção do PCP, que se absteve. Será que, por exemplo a candidata a vice-presidente de Haddad, militante do PCdoB é comunista em tudo menos nisto? Estranho...

Bolsonaro é intolerante, dizem... mas que dizer da campanha "ele não", ou mais modernamente #elenão? Milhões de pessoas de olhos raiados de sangue, espumando raivosamente da boca, destilando ódio ao candidato e a alguém que tenha a audácia de afirmar o seu apoio ao mesmo, gritando "Ele não"! Para quem diz defender a tolerância e a inclusão, ter como slogan "Ele não" é, no mínimo, incoerente. Para quem diz defender a democracia, aceitar que qualquer um pode ser eleito, mas "Ele não", é absurdo.

Bolsonaro incentiva o ódio e a violência, dizem... aqui aconselho a releitura do parágrafo anterior, complementando para os mais esquecidos, que ele não esfaqueou ninguém, foi ele que foi esfaqueado e atingido em 3 órgãos. Refira-se ainda que se encontra, por esse facto, colostomizado, o que, por recomendação médica, o inibe de participar em debates eleitorais ou outras acções de campanha mais exigentes. Curioso ainda os "tolerantes", "progressistas", utilizarem este facto para atacar Bolsonaro, dizendo que está a esconder-se para não ir a debate com Haddad. Beneficia Bolsonaro por não ter de participar nesses debates? Sim. Mas sugerir que um homem esfaqueado, a recuperar de duas cirurgias e colostomizado, inibido de fazer certas acções por relatórios médicos oficias, está a fingir, é muito baixo!

Bolsonaro é inexperiente e ignorante em várias áreas da governação, dizem... e quem não é? Haddad sabe de tudo sobre Finanças, Economia, Saúde, Justiça, Cultura, Tecnologia, etc...? Pelo menos Bolsonaro tem a honestidade de dizer que não percebe de todas as áreas e como tal se vai rodear dos melhores especialistas nas mesmas, cabendo-lhe o papel de liderar e decidir de acordo com os dados que lhe fazem chegar. Isto é governar.

Assim, temos de um lado Haddad e o PT, partido que sabemos, juntamente com PSDB e PMDB, terem sido os principais responsáveis pela e agentes da corrupção de proporções gigantescas que se verifica na sociedade brasileira (no caso do PT, há ainda uma dupla agravante: a de ter traído a confiança da sua base política de apoio, supostamente os mais desprotegidos, para benefício pessoal dos seus dirigentes, e de, como dizia uma jornalista brasileira há dias, ter institucionalizado a própria corrupção, mesmo que esta já existisse); responsáveis pelo governo do país há 12 anos e como tal pelo actual estado do mesmo, com uma economia agonizante, inflação crescente, desemprego galopante, serviços públicos como a educação e saúde abaixo das condições mínimas e níveis de criminalidade assustadores; não esquecendo a candidata a vice-presidente, Manuela d'Ávila e sua condição de militante comunista, tudo menos moderada.

Aliás, é inacreditável como na comunicação social portuguesa, praticamente em toda, quando numa notícia se fala das eleições no Brasil deste ano, sobre o segundo turno, se diz estas serem "entre o candidato de extrema-direita e o candidato do PT"! Então porque não "o candidato do PSL e o candidato do PT"? Ou "o candidato de direita e o candidato de esquerda"? Ou até "o candidato de extrema-direita e o candidato de extrema-esquerda"? É que, mais uma vez, moderada, nenhuma das candidaturas é. Nenhuma!

Mas dizia eu, de um lado, temos o que descrevi no penúltimo parágrafo e que assim é comprovadamente. Do outro, temos um homem imperfeito sim, com 27 anos de vida política atingida sempre através do voto democrático, sem um único acto de corrupção, passiva ou activa (num país em que se diz, para defender o PT, que a corrupção sempre houve e em todos os partidos e políticos), que diz ter como prioridade o combate à corrupção e à criminalidade, disposto a ter à sua volta ministros com conhecimento das suas pastas e não ocupantes de vagas de clientela política, cujos maiores defeitos apontados são descontextualizados, exagerados e mesmo aqueles reconhecidos são, para o brasileiro comum, desvalorizados, se comparados com as realidades com que sofrem no seu dia-a-dia.

E, novamente, aqui está porque eu não voto em Bolsonaro... porque não posso. Se pudesse, não tinha dúvidas! E se ele se mostrasse uma péssima escolha, com tudo de mau, então passados 4 anos, votaria para o tirar de lá para fora. Como é que isto se chama...? Ah sim, já sei... Democracia!

Uma palavra para o Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, de quem sou um profundo admirador, mas que tive de criticar já no meu último post e agora aqui o faço de forma ainda mais veemente. Como é possível que no dia após o primeiro turno das eleições no Brasil, dados os resultados que mostraram Bolsonaro na frente e, como tal, favorito à vitória final, o mais alto dignitário da Nação tenha declarações públicas a afirmar que "acordámos com más notícias"!? E no dia 28, se Jair Bolsonaro for, como tudo indica que será, o presidente eleito do Brasil, o que fará Marcelo? Espero que aí tenha mais respeito pela escolha soberana do povo brasileiro.

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